M i n i m a l i s m o — Esse é um dos temas que mais gosto de falar, o qual me sinto mais a vontade, vira e mexe estou procurando na internet informações que possam dar um up a mais na minha vida, porém para aqueles que não são adeptos à Vida Minimalista não compreendem muito como essa mecânica funciona.

Ser Minimalista é uma escolha consciente de vida. Não é tão simples como parece, não é apenas se desfazer de todas as suas coisas, não é se vestir de branco e preto, não é ter a ausência de móveis em sua casa, não é tão simples como as imagens que aparecem no Google quando você pesquisa sobre. É algo que vai muito além de um design clean.

Falarei por minha experiência minimalista, pois sei que cada caso é único, assim como os caminhos que levam a essa escolha. Acredito que desde criança eu sou minimalista, apesar de ter tido várias coleções, entre elas Barbies e Bonecas de Porcelana, nunca fiz uma intensa questão em querer cada vez mais, na verdade todas foram presentes, exceto a Ariel (pequena sereia) essa eu fiz questão :), eu preferia andar de patins no meio da rua com minhas amigas e andar de bicicleta! Com a minha vinda para o Rio de Janeiro, muitas coisas tive que desapegar e outras se perderam no meio do caminho, então a quantidade de objetos pessoais, brinquedos, roupas, livros, consequentemente reduziu. Quando de fato me adjetivei Minimalista não sabia como começar, então me lembrei dos 5S, um dos assuntos abordados em uma aula de Sociologia. Assim que organizei minha vida, passei a ter apenas o que me é realmente necessário sem cometer exageros. Depois farei um Post explicando melhor a metodologia 5S.

Levar uma Vida Minimalista requer muita força de vontade, essa é uma decisão que deve ser feita conscientemente, porque é natural ter vontade de pegar tudo e querer se desfazer, seja em um momento de raiva, de insatisfação, de decepção, de tristeza ou até mesmo de fuga. Antes de escolher realmente se quer levar um vida mais simples é necessário encontrar o verdadeiro motivo, eu li muito e vi muitas pessoas deixando de ser consumidores sem freio porque queriam viajar mais, porque queriam realizar um sonho, porque queriam aproveitar mais o tempo livre fora de casa ou até mesmo curtindo a própria casa do que gastando seu tempo limpando coisas que nem faziam mais sentido. Vi também pessoas que buscavam uma qualidade de vida melhor, que queriam ser mais produtivas e organizadas, que se sentiam tristes por não saberem o que realmente buscavam e principalmente, vi pessoas que queriam ter mais reservas do que dívidas. Essa é uma das vantagens de ser minimalista, ter mais tempo e dinheiro para fazer algo realmente que trará um momento inesquecível proporcionando boas histórias no futuro.

A vontade de querer por tudo em ordem da noite para o dia é o maior problema dessa mudança. Esses impulsos são os maiores trapaceiros nesta adaptação. Então, ser minimalista é fácil? Não, não é fácil, mas isso não quer dizer que seja impossível. Por exemplo:

Eu tenho uma caixa física que chamo de “Meus Momentos”, nela eu guardo algumas fotos, cartões, cartas, algo que fez parte de um momento especial. Isso não significa que eu não seja minimalista por ter uma caixa com “excesso” de papeis. Se algo lhe é verdadeiramente especial, não quer dizer que você tenha que jogar fora.

Eu adoro livros, mas não vejo a necessidade de tê-los fisicamente, por isso eu passei a ler livros digitais. Mas confesso que adoro sentir o cheiro de um livro novo.

Sou apaixonada por vestidos, mas nem por isso eu preciso comprar um novo cada vez que vejo um.

Na verdade, optar por este estilo de vida é a oportunidade do auto conhecimento. É saber quem você verdadeiramente é, o que busca, o que gosta e por em prática. Como disse o processo de adaptação não é fácil, é igual a dieta, se você realmente não tiver força de vontade, você não terá verdadeiros resultados, mas te garanto é um modo de vida diferente e muito satisfatório 🙂

(CC BY-NC-ND 4.0)

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