Meses atrás recebi uma mensagem direta no instagram de uma seguidora:

Tem como ser Minimalista tendo filhos?

E eu com o maior carinho respondi que Sim!! É possível!! Após conversarmos bastante me veio a ideia de escrever um post sobre isso — ressalto aqui que são as minhas opiniões e a minha prática com meu filho, ok?

Antes de tudo eu acredito que minimalismo é um modo de vida, assim como existem outros modos: os consumistas, os colecionadores, os entulhadores, os desapegados, os mochileiros ou até mesmo aqueles que juntam dinheiro sem um objetivo real.

Mas vamos lá… Por que eu decidi ser minimalista? Na verdade, acho que eu já nasci assim, só não havia dado uma definição (encontrado um adjetivo ao certo), em outro post eu relato como foi o meu despertar. Sempre fui muito fã de ambientes cleans, arejados e de fácil organização. E apesar da minha vida cismar em ser uma novela mexicana, sempre a mantive organizada da melhor maneira possível. Nunca gostei de comprar algo apenas para ter ali na estante ou porque minhas amigas tinham, mas uma coisa é certa: não abro mão da qualidade, apenas da quantidade! — sim! sou preguiçosa e não suporto perder meu tempo situações ou coisas desnecessárias e não me dou muito bem com ambientes desorganizados (lê-se “uma verdadeira chata?”), mas quem tem filhos sabe que manter cada qual em seu lugar é algo muito, mas muito difícil!! — sim, porém não é impossível! 😉 na verdade tudo depende da sua disciplina, do seu bom senso e o mais importante — de não surtar!!!

Como disse, nunca fui fã de comprar por comprar, então resolvi fazer o mesmo com o meu filho, comprar somente o necessário para cada momento da vida dele, assim eu não sofro com o acúmulo e de quebra ensino a ele ser consciente, quem tem filho pequeno sabe que perdem muitas coisas com a mesma velocidade que crescem. Confesso que no início foi muito complicado porque todo mundo queria dar um presente que eu no fundo sabia que daqui a alguns dias ele perderia o interesse, mas ai entrou a magia de doar! Ensinar ao meu filho que aquele brinquedo que estava pegando poeira na estante poderia fazer outra criança feliz foi muito importante e hoje em dia é muito tocante quando ele vem sugerindo que aquela roupa, aquele brinquedo ou aquele sapato poderá servir a outra criança. Essa sensibilidade não tem preço.

Menos é Mais

Quando ele escolheu ser minimalista também?
Na verdade foi bem simples. Quando ele atingiu uma certa idade e eu sabia que ele já era capaz de guardar seus brinquedos no lugar e guardar suas próprias roupas. Com o passar do tempo ele foi notando que estava perdendo muito tempo arrumando brinquedos que ele nem usava mais e deixando de fazer as coisas que mais gostava e foi então que ele percebeu que não fazia sentido manter algo que não lhe era necessário. Hoje, ele já não perde tanto tempo arrumando o quarto e cada coisa tem seu devido lugar.

Então aqui em casa funciona assim, compro apenas o necessário a ele (lê-se: Lego, Cartas Pokémon e Minecraft), passamos mais tempo fazendo algo produtivo do que perdendo tempo arrumando o que não usamos mais. Não sei se ser mãe de menino deixa as coisas mais práticas, mas acredite, existem aqueles momentos em que ele me pede algo sem sentido e ai entra a magia do diálogo, não tento convencê-lo a não comprar, mas o questiono se fará algum sentido na próxima semana. É bom questionar! É bom explicar! É bom dialogar! E ai ele decide se compra ou não 😉

Como disse, o minimalismo na prática com as crianças funciona sim, mas tem que ter muita disciplina e saber conversar. Dizer: não porque é não e ponto, não é a resposta — aliás, nunca foi 🙂

Agora fica a questão, e com você? O minimalismo é algo funcional ou impraticável?

(CC BY-NC-ND 4.0)

5

Share: