Hello Modesto!! Tudo bem?

Passeando pelos blogs que falam sobre Minimalismo (em breve deixarei disponível os blogs que leio sobre o assunto), encontrei um tópico que aborda algumas questões sobre a escolha deste estilo de vida, então gostaria de compartilhar um pouco mais com vocês sobre esta minha escolha — “Vida Minimalista”.

“Como resolvi me tornar Minimalista”?
Na verdade não me tornei minimalista em algum determinado momento da minha vida, acredito que já nasci assim, como já havia relatado, nunca fui uma pessoa determinada a ter todas as coisas do mundo, apenas aquilo que considero necessário.
Eu conheci o termo “Minimalista” enquanto cursava Design Gráfico e quanto mais estudava, mais eu me apaixonava. Então quando decidi pesquisar além da Arquitetura, me deparei com a decoração e por fim com o estilo de vida — e foi exatamente neste momento que uma luz acendeu na minha vida, então posso dizer que me adjetivei minimalista!

“Por que senti a necessidade de mudar minha vida?”
Optar por uma vida minimalista é algo muito pessoal, não se pode e nem se deve impor isso às pessoas que te cercam, cada individuo é único e tendo isso muito bem definido sei que não posso mudar as pessoas que me cercam e para conseguir viver o minimalismo de modo pleno eu me encontro trabalhando neste processo de mudança física.
O mais importante é que já sei o que quero para minha vida: + Qualidade – Quantidade!

“Por onde comecei?”
Na verdade eu não sou consumista, geralmente eu ganho muitos presentes e é exatamente aí que mora o problema, quando ganho algo que não gostei, não sei dar aquele toque sutil sabe? Simplesmente aceito e agradeço. Salvas são as vezes que consegui trocar algo, mas na maioria das vezes vou guardando e consequentemente acumulando coisas desnecessárias.
O meu primeiro passo foi por admitir que essa atitude não era saudável.
O segundo passo foi desapegar da ideia de que as pessoas ficariam chateadas por ter passado a diante aquele presente.
E o terceiro passo e o mais importante foi doar tudo aquilo que não me era necessário. Virei meu quarto de pernas para o ar, lembro que foram meses separando roupas, bolsas, sapatos e objetos de decoração, coloquei tudo dentro de caixas e doei! Foi libertador!!

“Quanto tempo levou até que percebi a mudança de hábito?”
Não demorou muito. Conforme o meu quarto foi literalmente esvaziando, fui ganhando mais horas livres para fazer outras coisas.
Adoro o tempo!!!
Gosto de ter tempo para fazer coisas que realmente me deixa feliz!!

“Você implementou outras mudanças em sua vida?”
Quando você descobre realmente o que te faz feliz, o que te completa, as mudanças ocorrem naturalmente. Acredito que o primeiro passo admitir para si, ser honesto com seus verdadeiros ideais. Como disse, ainda estou no processo de me mudar e só assim poderei implementar outras mudanças na minha vida, como alimentação e como organização da casa em sua totalidade.

“De todo esse processo, o que foi mais importante para você?”
Saber quem sou, o que gosto de vestir, o que gosto de ouvir, o que me dá prazer em viver, o que gosto de comer, quais pessoas gosto de ter a cia para desfrutar o “fazer nada”, quais pessoas não quero ao meu lado, me sentir feliz por estar com meu filho e não basear minha felicidade em bens materiais. Essas foram as minhas conquistas, mas o que realmente é o mais importante neste processo é notar que meu filho de nove anos, ao observar minhas atitudes, aprendeu naturalmente a ser minimalista.
É incrível vê-lo controlando os impulsos da compra, às vezes até quero comprar uma bobagem qualquer e ele me pergunta “é mesmo necessário mãe?“.
Definitivamente é maravilhoso!

Confesso que não suporto o excesso, me confunde e a desordem me deixa perdida!!

(CC BY-NC-ND 4.0)

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Hoje Alice estava diferente, algo nela havia mudado.
Ela estava com o semblante suave.
Sua voz estava mais calma.
Seus pensamentos não estavam desordenados.
E não transmitia mais aquele desejo de gritar a plenos pulmões.
Hoje Alice me transmitia paz.

Hoje, Alice não era mais a mesma, algo ali mudou.
O que você tem? — Perguntei esperando um mar como resposta.
Não se preocupe, não houve nada. — Me respondeu transbordando serenidade.

Confesso que fiquei um tanto desconfiada. Geralmente é Alice quem tem pensamentos desalinhados, mas hoje eram os meus que estavam emaranhados, entrelaçados e afundados em perguntas, tanto que não consegui pensar em mais nada!

Sim, hoje Alice estava completamente diferente. Naquele instante, sentou ao meu lado, respirou bem fundo e falou…

Não se preocupe, na verdade não houve nada.
Apenas acordei com uma preguiça enorme de me doar sem reciprocidade.
Apenas desisti de permanecer onde não sou bem vinda.
Apenas cansei de demonstrar minhas qualidades e nunca ser o bastante.
E apenas não quero mais obter respostas apenas “por educação” ou “por obrigação”.
Ninguém deveria fazer isso.
Eu não suportei mais. 

Não precisei olhar em seus olhos para perceber que aquilo não era simplesmente um “não houve nada“, pois estava bem claro que era um completo “houve tudo!

Sim! Hoje Alice está diferente, continua a mesma menina de sempre, com seu sorriso tímido, seus olhos (agora) felizes e com seu coração puro e em paz novamente, mas ali dentro, a cada amor vivido ela amadurece e mesmo assim não perde sua ternura.

(CC BY-NC-ND 4.0)

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No meu último artigo sobre Minimalismo comentei que para minha organização pessoal fiz o uso do Programa 5S. Como disse, eu conheci este método em minhas aulas de Sociologia no ensino médio (é estudantes!!! cada coisa que você aprende na escola algum dia você usará sim!!) e trazê-lo para minha vida pessoal foi muito benéfico. Se você buscar no Google encontrará muitas empresas que fazem o uso dos 5S para a otimização dos seus serviços.

Programa 5S é o Controle da Qualidade Total no estilo Japonês e tem como objetivo facilitar as tarefas diárias e evitar o desperdício e isso no Minimalismo funciona super bem, cai como uma luva e com toda certeza é o “casamento perfeito”. É obvio que vai muito mais além das coisas que vou falar por aqui, mas o meu objetivo é mostrar a união do 5S + Minimalismo.

Observe que são 5 palavras japonesas e que começam com S ⇒ 5S
😉

Seiri → Seiton → Seiso → Seiketzu → Shitsuke


Seiri → Senso de Utilização

Basicamente é separar tudo em duas pilhas: úteis e inúteis.

Úteis
São as coisas que utilizamos ou possuem valor sentimental e não queremos e nem podemos descartar.
Organizá-las de modo eficiente, ou seja, deixando em mãos as coisas que são utilizadas diariamente e guardando as coisas de uso sazonal.

Inúteis
Aqui entra as coisas que temos sem razão. Coisas que estão encostadas e que não utilizamos de modo algum, ou seja, são coisas completamente inúteis, descartáveis e que não nos farão falta.
Quando destralhar dê um destino certo as coisas, faça doações ou se quiser venda, mas não deixe as coisas jogadas na rua ok?


Seiton → Senso de Ordenação

Basicamente é arrumar e deixar tudo em fácil localização.

Que tudo tem seu devido lugar isso já sabemos, não é novidade para ninguém e isso facilita demais. Poupa tempo e não existe o desespero na hora da correria, ou seja? Não perdemos a paciência com coisas desnecessárias.


Seiso → Senso de Limpeza

Não tem muito o que dizer neste ponto. Quem não gosta de uma casa arrumadinha, limpinha e cheirosinha? Eu adoro cheiro de casa limpa! Roupa limpa!

O mais importante do que a limpeza e aprender a não sujar.
“Ah impossível! Vamos voar!?!” – Não exatamente…
Sujou?  – Lavou!
Bagunçou? – Arrumou!
É chato fazer isso todos os dias, mas com certeza é bem pior chegar no sábado e ter aquela pilha de louça ou aquela montanha de roupa para lavar.

E aqui entra um ponto muito interessante do Minimalismo: Menos é Mais! 😉


Seiketsu → Senso de Saúde

Assim como o Seiso (Senso de limpeza) é algo muito óbvio.
Um ambiente limpo, arrumado é com toda certeza alvo de produtividade e bem-estar.
Você não sai de casa sem tomar banho não é mesmo? Então… não há motivos para deixar o seu ambiente sujo. Não preciso te lembrar que sujeira/poeira trás doença né?


Shitsuke → Senso de Autodisciplina

Com toda certeza esse é o ponto mais complicado de todo processo.
Assim como levar uma vida minimalista, este senso requer muita força de vontade, autocontrole e comprometimento total para um bom desempenho.


Teoricamente parece ser tudo muito simples e fácil, não vou te desanimar, mas não é. Já disse inúmeras vezes que ser Minimalista é uma escolha Consciente e vai muito além de um design clean, pois como tudo na vida o Comprometimento é fundamental. Ensinar uma criança desde pequena a levar uma vida minimalista é muito mais fácil do que mudá-la no meio do caminho, mas acredite é uma opção muito saudável.

5S + Minimalismo ⇒ É uma filosofia de vida, de disciplina e de organização.

(CC BY-NC-ND 4.0)

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P O N T O  F I N A L — Hoje é dia de desatar os nós e por o ponto final naquilo que levar reticências. Nos dois últimos dias consegui dormir depois de tanto chorar. Era um choro de lamento, de tristeza, de muita saudade e não de desespero e de uma certa maneira me trouxe alivio, paz e não noites afundadas em dúvidas, estas que provavelmente tirariam meu sono.

Essa noite, por incrível que pareça e por mais fria que estivesse, eu dormi muito bem. Literalmente dormi em sono profundo e com o coração bem quentinho. Tinham exatas 8 noites que eu não dormia direito, mas não desta vez.

Sempre pensei que por o ponto final em alguma coisa seria radical demais. Imaginava que ela viria acompanhada de uma dor insuportável, daquelas de querer arrancar da alma a qualquer custo. Via o ponto final como um sinal de fraqueza e falta de determinação. Pensava que por as reticências nessas situações seria a melhor coisa a se fazer, afinal o que é um coração sem sentir absolutamente nada?

Triste engano meu pensar que a dor do ponto final seria uma facada mortal ou uma dor que não teria fim, a vantagem é que você sabe que chegou ao fim. Pronto e acabou! E definitivamente, ela não é nada comparada a dor das reticências.

As reticências tem um papel importante na literatura, transmite através da escrita um suspense, um suspiro profundo e a certeza de que após aquele breve momento terá uma continuação, porém infelizmente não podemos ter esta pausa na nossa vida. Ela é conveniente apenas para aqueles que deixam para depois e se esquecem que o depois pode ser tarde demais.

A dor das reticências é igual a uma maçã podre, acaba com sua alegria e vai destruindo aos poucos suas certezas. Não dá para suspender o amor, colocá-lo no stand by e aguardar com esperança que essa indesejada interrupção seja a mais breve possível — simplesmente não dá! Isso destrói as boas lembranças, o carinho, o respeito e o que me é mais importante: a confiança.

Nenhuma dor é bem vinda!
Ninguém gosta da solidão a dois ou de se sentir incompleto.
Sério, ninguém gosta, nem você.

Enfim…

Na verdade tudo tem um ponto final. Toda refeição tem seu fim, todo filme, livro, série, amizades, amores e principalmente a vida chega ao seu fim e deixa apenas aquela lembrança, seja ela uma doce recordação ou não. Olhando para trás vejo como ainda sou imatura, insegura e não sei cuidar muito bem do meu coração, deve ser por isso que na maioria das vezes sou pura razão, mas no fim da contas sou teimosa e continuo doando somente aquilo que tenho a oferecer.

(CC BY-NC-ND 4.0)

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