Foi “Genial” aquele que, em um belo dia teve a brilhante ideia de pôr a responsabilidade do próprios erros em outras pessoas…

Se você perdeu o emprego? — Culpa do seu chefe!
Se você não recebeu aquela promoção? — Culpa daquele colega ali que (dizem as más línguas) puxou seu tapete!!
Se você ficou doente ou está passando por um momento complicado na sua vida? — Oras! A culpa é daquela pessoa que morre de inveja de você!
Se seu namoro terminou? — Culpa dos amigos dele (ou dela) que levaram seu “Grande Amor” para o mau caminho!
Se o seu casamento fracassou? — Culpa dele! (ou dela!) Sua jamais!
Se você está afogado em dívidas? — A culpa não é sua e sim das tentadoras promoções que cismam em te iludir…
Enfim…
A vida é tão mais fácil e leve quando podemos atribuir a culpa em alguém 😉 não é mesmo?

* * Vitimizar-se é errado!! * *

Fazer-se de vítima não é a solução, assim como não é certo responsabilizar outros por teus fracassos, pelas escolhas dos teus caminhos, pelas pessoas que você colocou em tua vida — e por experiência própria te digo, neste setor eu já errei bastante viu?
Ah vá! Vai me dizer que nunca pôs a culpa em alguém?” — Claro que sim! Afinal esse é o erro mais básico da existência do ser humano. Lembro que quando eu tirava notas baixas na escola, era mais cômodo dizer aos meus pais que o professor não gostava de mim do que admitir que eu não tinha estudado. Já coloquei a culpa em terceiros por um relacionamento que não deu certo, por uma amizade que não floriu, por uma oportunidade de emprego que passou… E tudo isso por imaturidade e medo.

O medo de ser julgado, de ser punido e até mesmo de ser banido é o suficiente para arrumarmos um culpado.

Sabe o que é o mais legal da vida? É o dia de amanhã, pois é a nova oportunidade que nos é dada para fazer tudo diferente. É a nova oportunidade de você ser sincero consigo, por a cabeça no lugar, se olhar no espelho e perguntar se o lugar que você está é exatamente onde você queria chegar. É eu sei, admitir que temos defeitos e erros não é fácil, mas vai por mim, quando você descobre quem realmente és, tudo muda.

Em sua vida você tem o livre arbítrio de escolher teus caminhos. E se der errado, não culpe os outros, não se culpe e não desista! — tente novamente!

Não existe um verdadeiro culpado, todos nós somos. Todos nós temos nossa parcela de culpa, mas nem por isso devemos acreditar que não erramos e que somos perfeitos, se fosse assim não existiria tamanha distinção entre as pessoas. Não tem jeito, tudo é um ciclo e se não tiver um ponto final se tornará uma bola de neve destrutiva e causará danos irreparáveis.

Desde que passei a ser honesta comigo, as coisas passaram a ser mais claras e concretas. Eu escolhi trabalhar em casa com meus textos, cuidar do meu filho e ajudar meus pais no que me for possível. Foi uma escolha minha, sou muito feliz e realizada com a vida que tenho e a muito tempo deixei de me preocupar com o que as pessoas pensam ou deixam de pensar, principalmente aquelas que acham que não flori.

Então é bem simples, vamos amadurecer e fazer cada dia algo produtivo! e não culpar ninguém, porque afinal você é a única pessoa que dará direção à sua vida.

(CC BY-NC-ND 4.0)

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Meses atrás recebi uma mensagem direta no instagram de uma seguidora:

Tem como ser Minimalista tendo filhos?

E eu com o maior carinho respondi que Sim!! É possível!! Após conversarmos bastante me veio a ideia de escrever um post sobre isso — ressalto aqui que são as minhas opiniões e a minha prática com meu filho, ok?

Antes de tudo eu acredito que minimalismo é um modo de vida, assim como existem outros modos: os consumistas, os colecionadores, os entulhadores, os desapegados, os mochileiros ou até mesmo aqueles que juntam dinheiro sem um objetivo real.

Mas vamos lá… Por que eu decidi ser minimalista? Na verdade, acho que eu já nasci assim, só não havia dado uma definição (encontrado um adjetivo ao certo), em outro post eu relato como foi o meu despertar. Sempre fui muito fã de ambientes cleans, arejados e de fácil organização. E apesar da minha vida cismar em ser uma novela mexicana, sempre a mantive organizada da melhor maneira possível. Nunca gostei de comprar algo apenas para ter ali na estante ou porque minhas amigas tinham, mas uma coisa é certa: não abro mão da qualidade, apenas da quantidade! — sim! sou preguiçosa e não suporto perder meu tempo situações ou coisas desnecessárias e não me dou muito bem com ambientes desorganizados (lê-se “uma verdadeira chata?”), mas quem tem filhos sabe que manter cada qual em seu lugar é algo muito, mas muito difícil!! — sim, porém não é impossível! 😉 na verdade tudo depende da sua disciplina, do seu bom senso e o mais importante — de não surtar!!!

Como disse, nunca fui fã de comprar por comprar, então resolvi fazer o mesmo com o meu filho, comprar somente o necessário para cada momento da vida dele, assim eu não sofro com o acúmulo e de quebra ensino a ele ser consciente, quem tem filho pequeno sabe que perdem muitas coisas com a mesma velocidade que crescem. Confesso que no início foi muito complicado porque todo mundo queria dar um presente que eu no fundo sabia que daqui a alguns dias ele perderia o interesse, mas ai entrou a magia de doar! Ensinar ao meu filho que aquele brinquedo que estava pegando poeira na estante poderia fazer outra criança feliz foi muito importante e hoje em dia é muito tocante quando ele vem sugerindo que aquela roupa, aquele brinquedo ou aquele sapato poderá servir a outra criança. Essa sensibilidade não tem preço.

Menos é Mais

Quando ele escolheu ser minimalista também?
Na verdade foi bem simples. Quando ele atingiu uma certa idade e eu sabia que ele já era capaz de guardar seus brinquedos no lugar e guardar suas próprias roupas. Com o passar do tempo ele foi notando que estava perdendo muito tempo arrumando brinquedos que ele nem usava mais e deixando de fazer as coisas que mais gostava e foi então que ele percebeu que não fazia sentido manter algo que não lhe era necessário. Hoje, ele já não perde tanto tempo arrumando o quarto e cada coisa tem seu devido lugar.

Então aqui em casa funciona assim, compro apenas o necessário a ele (lê-se: Lego, Cartas Pokémon e Minecraft), passamos mais tempo fazendo algo produtivo do que perdendo tempo arrumando o que não usamos mais. Não sei se ser mãe de menino deixa as coisas mais práticas, mas acredite, existem aqueles momentos em que ele me pede algo sem sentido e ai entra a magia do diálogo, não tento convencê-lo a não comprar, mas o questiono se fará algum sentido na próxima semana. É bom questionar! É bom explicar! É bom dialogar! E ai ele decide se compra ou não 😉

Como disse, o minimalismo na prática com as crianças funciona sim, mas tem que ter muita disciplina e saber conversar. Dizer: não porque é não e ponto, não é a resposta — aliás, nunca foi 🙂

Agora fica a questão, e com você? O minimalismo é algo funcional ou impraticável?

(CC BY-NC-ND 4.0)

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Na noite de sexta-feira estava conversando com meu filho e perguntei o que era o Amor para ele e em sua simplicidade de criança me respondeu “Oras mãe! Amor para mim é você! Mas que pergunta!!” e ainda revirou os olhos. Não aguentei e tive que sorrir, mas rapidamente veio a pergunta “E para você mãe, o que é o Amor?” e tentando não complicar a vida respondi prontamente “Oras filho! Você é o Amor para mim!!” e aí foi a minha vez de revirar os olhos, logo caímos na gargalhada! E como o de costume, fizemos nossas orações, agradecemos pelo dia, pedimos proteção a nossa família e fomos dormir.

No sábado pela manhã enquanto fazia nosso café da manhã fiquei refletindo nossa conversa, pensando em um sinônimo, um adjetivo ou ao menos uma breve definição do que é o Amor. Inquieta fui procurar no dicionário, pois na maioria das vezes encontro lá muitas respostas… Bingo! Encontrei ali 30 explicações diferentes! Meu Deus!! 30 explicações!! Me senti frustrada, mal consigo definir uma. Então assim fechei o dicionário, tomei meu café bem quentinho e como de costume seguimos o dia. Foi um sábado chuvoso, brincamos, estudamos, sorrimos, brigamos, assistimos filmes, ficamos sozinhos por alguns instantes, fizemos nossas refeições, nos ajudamos, nos implicamos (sim! ele implica comigo e eu com ele — às vezes parecemos até irmãos!) e para completar a alegria do dia tivemos a visita da minha madrinha, foi um sábado bem animado, cheio de gargalhas e repleto de sentimentos alegres! Assim que voltamos para casa fomos nos arrumar para dormir e fizemos nosso ritual noturno. Jantamos, escovamos os dentes, conversamos, rezamos, agradecemos pelo dia, pedimos proteção à nossa família e dormimos.

Sabe, não sei exatamente definir o que é o Amor. Não sei se existem as tais 30 explicações, ou se existe um adjetivo ao certo, ou um sinônimo ou apenas uma breve definição, mas acredito que seja uma mistura de tudo:
… o Cuidado diário.
… o Respeito que você tem com o seu familiar ou amigo.
… o Preocupar e querer sempre ajudar.
… o Perceber quando algo está errado.
… o Ficar feliz quando conquista-se algo.
… o Saber apoiar, estimular e nunca duvidar da capacidade da pessoa.
… o Saber entender os momentos em que a pessoa quer estar só.
… o Saber ouvir e poder desabafar sem julgar e sem ser julgado.
… o Alertar quando você notar que algo vai dar errado.
… o Sentir saudade dos pontos chatos da pessoa.
… o Cair na gargalhada sem grandes explicações.
… o Ser (para alguém) e Ter (em alguém) o verdadeiro porto seguro.

Dedico ao Pedro Heitor — A Definição de Amor para Mim. Filho, Melhor Amigo, Porto Seguro, Parceiro e Futuramente um Pai Incrível!!

(CC BY-NC-ND 4.0)

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Tornar meus dias suportáveis…

Mal acordou e lá permaneciam as tais lágrimas que a embalaram na noite anterior, brotam sem razão aparente e logo um pensamento me toma o momento “Por que sofrer tanto Alice?

Bem, agora ela esta sentada em sua confortável poltrona tomando seu café bem quente. Seu coração apertado, seu ar desesperado e seus pensamentos angustiantes são perturbadoramente visíveis. Não é preciso ser um expert para notar que ela esta completamente perdida. Após um longo silêncio ela murmura:

Se eu pudesse, desejaria que as noites fossem as mais longas possíveis!

Sabem? Em vão tentei por inúmeras vezes adverti-la. O que mais me angustia é que na vida pessoal e profissional ela é muito prática, básica e objetiva, mas quando o assunto é seu próprio coração, ela se perde e sempre chega ao fundo do poço. Sim, eu sei que ela esta cansada de estar sozinha, mas era mesmo necessário conversar com desconhecidos espalhados pelo Mundo? Aquilo lhe era muito tentador, não parecia algo complicado e muito menos arriscado, até porque eu sei que correr riscos era o que menos queria. Eu tentei avisá-la de que era muito perigoso, que depois da dor do amor, a dor psicológica era devastadora… Mas sem parecer se importar ela me respondeu:

Me deixe! Não suporto não sentir nada!

Pobre Alice” — pensei.

Tudo começou quando realmente sentiu o peso da ausência. Conversou com muitas pessoas, cada um buscava algo diferente, mas nada era como ela queria. E assim percorreu por dias até que por fim desistiu… Pegou seu caderno e tentou em vão esvaziar a mente. Alice é prisioneira de seus angustiantes pensamentos e não tem direito à condicional, mesmo tendo bom comportamento.

“Afinal Alice! O que você tanto quer?” — segurei em seus ombros e a sacudi!

Preciso sentir algo… estou vazia…

E pude notar aquelas lágrimas brotando novamente…

(CC BY-NC-ND 4.0)

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