“Sim! Sou preguiçosa e faço corpo mole!”

Certa vez ouvi um comentário que me deixou profundamente chateada, na verdade não foi pelo comentário em si, mas sim por essa insistência burra que o ser humano tem de julgar sem antes conhecer… Vou tentar explicar…

Por natureza meu cérebro não descansa facilmente, faço muitas coisas ao mesmo tempo, tenho um filho pequeno, moro com meus pais e os ajudo sempre, trabalho com meus textos e estudo (definitivamente isso é algo que jamais vou parar), sendo assim na maioria das vezes tento me manter calma quando pinta uma crise interna (e externa!), mas quem me vê no dia a dia pensa que sou acéfala ou como dizem os “mais próximos” – faço corpo mole! E isso me deixou tão chateada que meu “hiatus criativo” entrou em mode: on. Mas Graças a Deus: temporariamente, pois como disse, por natureza meu cérebro trabalha 24hs! E de tanto remoer isso aqui dentro de mim, claramente cheguei a uma conclusão:

Sim! Faço muito corpo mole e sou extremamente preguiçosa para Assuntos de desocupados e Pessoas com peso moral zero!

Lembra que eu disse que Admitir é esclarecedor? 😉 Mas, antes de chegar ao ponto que quero: O que é Julgar? — O Michaelis me oferece uma lista bem recheada, mas coloco aqui o que realmente faz sentido à linha do meu pensamento.

“…
vtd 3 Apreciar, avaliar, formar juízo a respeito de: “Não julgue o que não sabe” (Pe. Manuel Bernardes). “Não julgues a minha obra pelo que vês” (Coelho Neto).
vti 4 Formar juízo crítico acerca de; avaliar: “Um remendão julga dos poemas de Homero” (Rui Barbosa).
vti 5 Formar conceito sobre alguém ou alguma coisa: Julgava das obras de arte como quem julga das bebidas. Não julgue de ninguém por nenhum motivo.
…”

Bem, agora que você já sabe o contexto do qual trato, posso te dizer que é aí que entram diversas questões que me irritam profundamente.

  • Podemos julgar algo ou alguém que não conhecemos de fato?
  • Podemos pré-conceituar?
  • E pior, podemos minar as pessoas entre si?

Se podemos ou não Julgar eu não sei, só sei que não devemos.

Sabe porque essas questões me irritam? Porque muitas pessoas se preocupam demais com a vida do outro (negativamente) do que com a própria vida. Infelizmente não se pode mudar as pessoas, a não ser que ela queira mudar. Já vi casos exatamente assim:

  • “X” está afogado! Sua vida está verdadeiramente um Caos e tem mil coisas para resolver em sua própria casa, porém é tão babaca que foge dos seus problemas julgando a vida de “Y”, alguém que ele vê esporadicamente. Ou seja, conhece a vida de “Y” pelo o que “escuta falar”.
  • “Z” é uma pessoa que conquistou muitas coisas, mas chegou em um certo momento sua vida mudou de rumo, com uma insatisfação imensa começa a desdenhar os caminhos de “W”. E eu sempre ouvi dizer que quem desdenha quer comprar.

Poderia listar aqui diversos casos que já vi e mas te afirmo que todas essas histórias são baseadas pelo mesmo enredo — Insatisfação Pessoal + Grama do Jardim do Vizinho = Julgamentos. Infelizmente a matemática neste caso é exata.

Particularmente no primeiro momento fico chateada sim, mas depois analiso muito bem cada palavra e escolho o que quero para mim. Eu escolhi ser uma pessoa que motiva as outras pessoas (mesmo quando tudo parece perdido). Escolhi não repetir com os outros todas as coisas e palavras que me deixaram triste algum dia e como disse uma certa vez, cada pessoa tem o livre arbítrio para escolher qual rumo quer tomar e eu escolhi não julgar e sempre fazer o meu melhor.

O mais importante disso tudo é saber tirar lições e aprender algo positivo.
É escolher se com essas Atitudes você cresce ou as repete.
E principalmente, compreender que não tem como agradar a todos, por favor, não se castigue!!

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Sobre abandonar metas…

Me sinto envergonhada por não ter terminado o Desafio Minimalista na data prevista (meses atrás), não gosto de abandonar metas, adoro desafios pessoais, mas a minha vida naquele determinado momento não estava favorável, então acabei utilizando isso como desculpa e fui deixando para depois. Aliás, 2018 não está sendo um ano fácil, mas o que posso afirmar é que quando consigo me organizar tudo fica mais compreensível.

Estamos em Outubro, então analisando até o momento, posso dizer que o desafio “#28 – Abandone uma meta” foi cumprida com sucesso! Vejamos:

  • Abandonei o próprio desafio minimalista;
  • Abandonei o curso de francês no Duolingo;

Acho que devo ter abandonado mais algumas coisas que não consigo me lembrar agora, mas em compensação eu adquiri novos hábitos e me mantive firme em certas coisas, como por exemplo:

  • Não como mais carne vermelha desde Abril 2018.
  • Apesar de tudo que aconteceu por aqui, eu não desisti do Blog. Eu contei sobre essas coisas aqui, aqui, aqui e aqui também! É, esse ano não foi nada fácil para o Blog.

Em resumo: tomei vergonha na cara e decidi terminar o Desafio Minimalista, mesmo que tenha passado bastante do combinado. Como eu disse lá no começo: me sinto muito envergonhada de não ter terminado, principalmente faltando tão pouco!! Nos vemos no próximo post.

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